Esta é a continuação dos meus cadernos, diários e blocos. Sintam-se "la volonté" para compartilhar seus delírios e inquietudes...
terça-feira, 19 de agosto de 2008
Dependência é Liberdade
"Muitas felicidades, muitos anos de vida..." E quando você percebe, realmente, se passaram muitosssss anos de vida! E agora? Você fez 18, 20, 30 e o que você é? Quem você é? Quando eu era criança fazia planos pela idade. "Quando eu fizer 15 vou à Disney. Quando fizer 18 vou dirigir. Quando fizer 20 vou morar sozinha." Depois que a gente 'cresce' percebe que as coisas não são tão fáceis quanto imaginávamos na infância. A viagem e a habilitação você até consegue, porque está (digamos de forma bem clara) embaixo da asa de seus pais! Isso mesmo, enquanto você está na sua casa, no seu quarto, com louça lavada, roupa passada e cama arrumada, aí sim, você é LIVRE! Em casa você pode não passar de ano, não conseguir a almejada vaga e, muitas vezes, não trabalhar, não ser nada nem ninguém, pois você sabe que quando chegar a hora, quando precisar, arruma um emprego, passa naquela disciplina pendente e, enfim, 'muda de vida'! Mas quando isso acontece? Qual é a hora certa? Aí é que mora o perigo, pois na vida não há hora nem data marcada. E geralmente só nos damos conta de que não somos mais crianças quando levamos uma chamada 'rasteira'. Nunca vou esquecer de colega de faculdade que me dizia sempre: "Não quero me formar nunca! Minha profissão é estudante." Eu achava ilário e entendia que é bem mais fácil sair do colégio e ir para o cursinho, fazer faculdade, pós-graduação, mestrado, doutorado e até PHD do que dar a cara para bater nos empregos e desempregos da vida. O problema é que o mundo tem nos exigido cada vez mais agilidade e potencial para ser alguém, e provavelmente, um dia, por algum motivo (nem que seja por tédio absoluto) você vai querer ser alguém na vida, alguém que tem gostos próprios, opiniões e que faz a diferença. Na faculdade, ainda, vi muita gente que não estava preparada para ter um filho, mas teve. Não estava preparada para mudar de país, mas mudou. Inclusive, eu não estava preparada para andar com minhas próprias pernas (porque tinha as do meu pai), e aprendi. Então meus caros, é hora sim de saber que as 'surpresas' da vida não vêm com aviso prévio ou notificação, que na verdade, nunca estamos suficientemente preparados para nada. Seja por não dominar uma língua, seja por nunca ter exercido uma função, seja por nunca ter tido um filho antes, seja por se considerar a mesma e VELHA criança de sempre. E até posso usar um ditado como contraposição a isso tudo e dizer "não faça da sua vida um rascunho, pois pode ser que não dê tempo de passar a limpo." Ora, se eu tivesse antes uma outra vida para viver 'a lápis', com certeza esta, agora, estaria em papel de carta e escrita com canetas coloridas. Então, digo aos senhores que o melhor mesmo é tentar, lutar, ter disposição e, senão der certo, teremos sempre voz para gritar, lágrimas para 'se afogar' e, claro, um ombro amigo para desabafar (porque ninguém é de ferro). E, para ser sincera, acredito que a vida, assim, sem borracha é muito mais interessante. Então, escolha a sua caneta e trace com graça, mas com força, pois os escritos muito fraquinhos não contribuem para a história.
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
Disciplina que vem do berço
Na infância você foi matriculado em algum esporte ou atividade extra-curricular que não fazia questão de cursar? Pois bem, quando isso aconteceu você deveria ter quatro ou cinco anos de idade. Talvez não tenha continuado a atividade e, tão pouco, tenha tido tempo de conhecer o real objetivo do exercício, pois disse que não gostava das aulas e seus pais o retiraram da 'obrigação'. Mas se você é um dos filhos que mesmo sem compreender o sentido exato da atividade continuou com seriedade e disciplina, provavelmente, hoje, é uma exímia bailarina, ginasta, músico, nadador... Não que estas profissões sejam mais ou melhores do que aquelas que optamos na vida adulta, no entanto, não cabe contrariar a vontade dos mais velhos em matricularem os pequenos em alguma atividade. Apóio e incentivo a idéia de oferecer (veja bem, eu digo 'oferecer' e não 'impor') aos pimpolhos uma atividade, distração e, porque não, responsabilidade. Hoje, as crianças fazem tudo, toda hora, o tempo todo, mas poucas levam adiante uma só responsabilidade. Todas são experts em computadores, games, ipods, mas poucas são amigas da leitura e do desafio. Está tudo fácil, está tudo na mão! Ah então para quê eu vou me esforçar em ficar na ponta dos pés ou dar piruetas impecáveis? Para que eu vou estudar a música, a poesia, os bons modos? Falta superação, falta coragem, falta garra e força de vontade para a geração mais depressiva, estressada, obesa e fraca de todos os tempos. Geração passiva, escrava da TV, dos enlatados, dos Mc Donald's, dos disk's, dos googles, do crtl c + ctrl v... Sinceramente, eu prefiro mostrar ao meu filho uma atividade gratificante na sua primeira infância - que ele vai decidir se gosta ou não - e tentar, do que assistí-lo como o principal programa de tragicomédia deste e dos séculos que ainda estão por vir.
PS. Para ilustrar esse texto, assistam Wall-E. E não vou contar como é porque não fazemos parte da geração passiva ou geração 'carne moída', ok?!
PS. Para ilustrar esse texto, assistam Wall-E. E não vou contar como é porque não fazemos parte da geração passiva ou geração 'carne moída', ok?!
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