segunda-feira, 20 de julho de 2009

Decepção

Como meu blog acabou tomando um rumo que nem eu mesma havia ainda definido, continuarei escrevendo meu textos nesta mesma linha. Tratemos então do "meu" tema central: Crianças, Jovens e a Educação. Resolvi escrever este texto depois que parei para pensar como "nós" pensamos por nossas crianças, e como se não bastasse, pensamos ERRADO por elas. Quero me basear num exemplo constante, porém muito simples para redigir sobre este assunto. Acompanhamos os programas de TV infantis e, não raro, deparamo-nos com imagens futurísticas, programas à frente de todos os tempos, modernidade exacerbada nas roupas, na linguagem, nos modos e costumes. Preste atenção. É isso mesmo que você vai assistir. E posso citar aqui como exemplo o novo programa da Xuxa. Um fracasso, diga-se de passagem. O palco praticamente vazio, uma apresentadora que já não atrai os pequenos, quadros voltados aos adultos (e idosos, talvez), menos às crianças. Bem diferente daquele programa que a mesma apresentadora comandava há alguns anos e que mais parecia um parque de diversões, cheio de crianças, personagens, gincanas e, principalmente, alegria. Então percebo que o que observo a minha volta é que essa onda futurística, vazia e estagnada não é o que nossas crianças realmente desejam. Criança é criança e será criança em qualquer parte do mundo, em qualquer tempo! O que toda criança quer é brincar, correr e dar muita risada. Mas parece que nossa sociedade (certamente influenciada pela mídia) não percebe isso. Crianças com roupas da última moda (uma moda adulta), que namoram cada vez mais cedo e divulgam fotos ousadas na internet são reflexo do mundo conturbado em que vivemos, onde a falta de respeito, a falta de limites, a falta de discernimento e as atitudes precoces são diárias, infindas e estão se tornando irreversíveis. Ainda não tenho filhos, mas me preocupa o que eles irão conhecer quando nascerem. Acredito em dois caminhos para a geração que tem tudo (e nada!) nas mãos, mas dispensa qualquer tipo de conhecimento para dançar 'até o chão' sensualmente ou mostrar que é o/a 'TOP' através do aparelho eletrônico da última das gerações. Acredito e repito que, ou estes jovens irão se dar conta de sua autodestruição a tempo de salvarem-se, ou todos eles virarão pó neste mundinho superficial e inútil de drogas, sexo e prostituição que eles mesmos alimentam "day by day". É triste, mas é o que dá para enxergar daqui até além do horizonte...