Esta é a continuação dos meus cadernos, diários e blocos. Sintam-se "la volonté" para compartilhar seus delírios e inquietudes...
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Conformismo verde-amarelo
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Quantidade ou qualidade?
Quem esteve em Balneário Camboriú no mês passado, pode ver a “olho nu” o que o cálculo do departamento de Planejamento da Secretaria de Turismo e Desenvolvimento Econômico Municipal concluiu. Foi povo para ninguém botar defeito. Nada menos do que 900.876 turistas em uma pequena cidade. Méritos à parte para capital das badalações, a análise provavelmente não contou com uma pesquisa de qualidade dos serviços, da Praia Central, dos bares, restaurantes... O problema da alta temporada não está na ânsia coletiva em conhecer e aproveitar o Balneário, mas na exploração nos valores de produtos e serviços, na falta de qualidade dos mesmos, e claro, no nível de turistas trazidos à cidade.
* Editorial escrito por mim e publicado na Edição 3178 do Jornal O Atlântico, na data de 9 de fevereiro de 2011.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Compre um bichinho virtual

Com o modismo, a ostentação e as marcas em alta na sociedade, cada vez mais os animais vem servindo como “material” de luxo para homens, mulheres e crianças. Ter um bichinho de estimação, hoje, vai muito além da busca por um companheiro, um amigo fiel. Famílias inteiras estão se deixando levar pelos modismos de possuir o poodle ou o yorkshire do momento.
Possuir parece ser a palavra da vez. Não importa o que, não importa quanto. O importante é ter para si. O que os “evoluidíssimos” seres humanos não tem pensando é no sofrimento que causam aos seus “amados” animaizinhos quando os trancafiam dentro de um cubículo (também conhecido como apartamento), por horas a fio. Sem contar nas roupas, sapatos, unhas feitas...
Até onde eu sei, cães e gatos para serem bem tratados, nunca precisaram fazer as unhas ou serem vestidos das patas ao fucinho. O que eu percebo por onde ando é a falta de amor humano. Isso mesmo. A falta de amor faz com que homens e mulheres se apeguem com todas as suas forças a um animal de estimação. Aí vem os exageros cometidos, partindo do princípio de chamar o animal de "filho", "filha" e até mesmo "vida", "coração". Comportamentos como este demonstram não carinho ou amor, mas sim, a falta de sensibilidade para problemas sociais muito maiores.
Duvido com todas as letras que pessoas desse tipo poderiam "ter" para si uma criança ou adolescente adotados. Sim, porque estes não podem ser esquecidos quando raia o sol num sábado de praia. Estes não podem ser trancados em uma pequena área de serviço enquanto seus "donos" trabalham. Estes não vivem apenas de ração e "voltinhas" nas ruas durante o dia. Se for para isso, que comprem um bichinho virtual. Ele não vai reclamar de ficar "off" por algum tempo.
O amor ao animal não pode estar atrelado ao pedigree ou a raça. O amor destinado ao animal deve ser o mesmo que ele destina a você. É o amor incondicional. Não importa se estará bem vestido, suado, cheiroso, rico, pobre, solteiro, casado, sorridente ou triste. O animal nunca te rejeitará. Prova disso são os mendigos. Qual deles não tem um amigo cão?
PS. Texto ilustrado pelo chargista Alessandro Dias Alves, o "Tikinho".
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Rede de "amigos"?

Ele parece mais uma mídia inocente. Uma dessas redes de congregação e encontro de amigos. Lá a gente expõe fotos, opiniões, alegrias, tristezas, nascimentos, casamentos, acidentes, começo e término de relações. Nossa vida inteira está online. Ele também proporciona uma subvida, na qual é de uma praticidade estrondosa construir e descontruir acontecimentos, amizades, namoros, situações...
