Mas é preciso embrionar
Muitas vezes.
Quantas forem preciso.
E redescobrir
Ou apenas recriar,
Para renascer dentro de si,
O prazer singelo das coisas...
Dos ventos, das brisas
Das rosas...
E reviver como se nunca antes
Tivesse vivido.
Maravilhar-se
E envaidecer-se
Como se recém tivesse nascido
E jamais crescido.
E que se permita deixar esquecido,
O desafeto e os conflitos,
Que em almas puras
E brandas,
Como as de crianças,
Nunca antes haviam residido.
