Quero começar este texto ressaltando que o título pode ser compreendido de duas maneiras. Posso dizer que "a diferença está em quem vê" e me referir à diferença como algo ruim, como a incapacidade de incluir socialmente um cidadão dito "diferente". Posso me referir assim a um deficiente físico, mental, a um usuário de drogas, a um índio, a um tuberculoso, etc. Agora pense, você, em compreender esta frase utilizando a "diferença" como algo extremamente favorável. Foi sobre isso que eu vim escrever. A diferença hoje ainda é muito mais vista como algo ruim e distanciador do que ao contrário. E isto é completamente contraditório. Quando você vai a uma loja para comprar uma roupa, procura aquilo que todos possuem ou uma novidade? Quando você vai a um restaurante, se serve com o que a maioria gosta ou com o que é de seu agrado? É fácil compreender que ser diferente é absolutamente normal. Ter gosto e opinião própria é essencial. O problema é que parece que quanto mais a sociedade confirma isso, mais busca se distanciar das pessoas que assumem as diferenças e que as ressaltam. A diferença é algo nobre, que pode caracterizar personalidade e caráter. Entendo que hoje, ser "maria vai com as outras" é muito mais fácil. Não exige raciocínio, nem esforço, nem cultura, tão pouco, educação. Mas o que os "diferentes" realmente prezam não é a igualdade na futilidade, não é a harmonia na burrice; é a distinção na inteligência, nos problemas, e consequentemente, nas vitórias. A cada dia me convenço mais de que só os "diferentes" tem um lugar bem definido ao sol. A massa, não. A massa é como bolo: é cheia de ingredientes, cresce e só pode ser consumida de maneira unificada. Tente tirar pedacinhos "diferentes" deste bolo e verás: sobram apenas, farelos...